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Perfil da Semana: Antônio Carneiro Leão

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Biografia

Segundo ocupante da Cadeira 14, eleito em 30 de novembro de 1944, na sucessão de Clóvis Beviláqua e recebido pelo Acadêmico Barbosa Lima Sobrinho em 1º de setembro de 1945.

Antônio Carneiro Leão, educador e ensaísta, nasceu em Recife, PE, em 2 de julho de 1887, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 31 de outubro de 1966.

Foram seus pais Antônio Carlos Carneiro Leão e Elvira Cavalcanti de Arruda Câmara Carneiro Leão. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife em 1911. Iniciou uma longa carreira no magistério universitário como professor de Filosofia de 1911 a 1914. Transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu na área da educação, como professor e administrador. Foi diretor geral da Instrução Pública no Rio de Janeiro (1922 a 1926); fundador da Escola Portugal, em setembro de 1924, e das 20 escolas com os nomes das 20 repúblicas americanas, entre 1923 e 1926, no Rio de Janeiro. Autor da Reforma da Educação no Estado de Pernambuco em 1928; foi Secretário de Estado do Interior, Justiça e Educação do Estado de Pernambuco (1929-1930); diretor do Instituto de Pesquisas Educacionais da Prefeitura do Distrito Federal na administração Anísio Teixeira (1934); criador e diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Pedagógicas da Universidade do Brasil.

No magistério universitário, foi professor de Administração Escolar e Educação Comparada na Faculdade Nacional de Filosofia; professor de Administração da Escola do Instituto de Educação do Distrito Federal; professor visitante e conferencista em universidades dos Estados Unidos, França, Uruguai e Argentina e professor emérito da Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil.

Na imprensa, foi colaborador de jornais de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo; fundador e diretor de O Economista, de 1920 a 1927; redator de Autores e Livros, suplemento literário de A Manhã e colaborador de revista especializadas em educação e sociologia.

Membro correspondente do Institut de France e doutor honoris causa pela Universidade Autônoma do México; membro honoris causa de universidades argentinas e de várias instituições latino-americanas; oficial da Legião de Honra da França e da Ordem do Leão Branco da Tchecoslováquia, era membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, do Instituto de França, da Real Academia Espanhola, da Academia das Ciências de Lisboa e de inúmeras outras associações acadêmicas internacionais.

 

FONTE: Academia Brasileira de Letras

 

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Perfil da Semana: Lygia Fagundes Telles

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Biografia

Em 19 de abril de 1923 nasceu Lygia de Azevedo Fagundes, que viria a ser uma escritora, contista e advogada paulista. Pelo fato de seu pai, Durval de Azevedo Fagundes, ser delegado e promotor, a família vivia peregrinando pelo interior paulista, o qie acabou marcando a infância da autora. 

Lygia cresceu ouvindo histórias de outras crianças e de pajens e, ao aprender a ler e escrever, passou a produzir suas próprias histórias. Primeiramente, conheceu a literatura de terror, povoadas de personagens folclóricos, como mulas-sem-cabeça, lobisomens e outros. A partir dos oito anos cultiva um caderninho, onde anotava os contos de sua autoria que planejava mostrar a sua pequena platéia nos círculos caseiros. Após o divórcio de seus pais, retornando a capital paulista, inicia seus estudos no Instituto de Educação Caetano de Campos, onde começa a ter aulas com o professor Silveira Bueno, que estimula sua vocação literária. Em 1938, com o auxílio de seu pai, é lançada sua primeira obra, Porão e Sobrado, a qual a autora usa o nome Lygia Fagundes.

Gradua-se na Escola Superior de Educação e Física e começa a estudar na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Nesta última, profundamente inserida no universo da literatura, torna-se membro do grupo de redatores das revistas Arcádia e XI de Agosto. Neste cenário, tem o prazer de conhecer Oswald de Andrade, Paulo Emílio Sales Gomes e outros intelectuais da época. Em 1944 publica sua segunda obra, Praia Viva, pela editora paulista Martins. No ano seguinte o pai da escritora vem a falecer, o que representa uma grande perda para a mesma.

Somente então em 1949, três anos após concluir o curso de Direito, Lygia lança outro livro: O Cacto Vermelho, publicado pela editora Mérito. A obra recebe o Prêmio Afonso Arinos, ofertado pela Academia Brasileira de Letras. No ano seguinte casa-se com o jurista e seu até então professor, Goffredo da Silva Telles Jr., também deputado federal. Desta união nasce o futuro cineasta, Goffredo da Silva Telles Neto. A partir de então, passa a assinar Lygia Fagundes Telles. Após o casamento, ela muda-se, obrigatoriamente, para o Rio de Janeiro.

Ao voltar para São Paulo, a autora começa escrever seu primeiro romance, Ciranda de Pedra, que viria a ser publicado em 1954 pelas Edições O Cruzeiro, uma editora carioca. A obra foi escrita, em sua grande parte, na Fazenda Santo Antônio, em Araras, interior paulista, já que lá era um ponto de encontro dos pioneiros do Modernismo nos anos 20. Separa-se em 1960 e, logo depois, assume o cargo de procuradoria de Instituto de Previdência de Estado de São Paulo. Dois anos mais tarde, tem sua segunda ficção lançada, Verão no Aquário, novamente pela editora Martins.

Casa-se novamente com seu velho amigo, professor e escritor, Paulo Emílio Salles Gomes, criador da Cinemateca Brasileira, que a deixa viúva em 1977. Atenta ao contexto político brasileiro da época, escreve As Meninas. Cede ao pedido de Paulo César Sarraceni e, em parceria com seu marido, adapta a obra de Machado de Assis, Dom Casmurro, para os cinemas. O roteiro leva o nome Capitu.

Sua obra tem reconhecimento internacional e, entre as premiações da autora, constam algumas de alcance internacional, como o Grande Prêmio Internacional Feminino para Estrangeiros, doado pela França ao seu livro de contos Antes do Baile. A escritora, que participa também ativamente de congressos, debates, seminários e conferências, completa 91 anos no próximo sábado.

FONTE: http://www.infoescola.com/escritores/lygia-fagundes-telles/

Perfil da Semana: Cora Carolina

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Esta semana se completam 29 anos de perda da grande poeta e contista brasileira, Cora Coralina.

Biografia
No dia 20 de agosto de 1889, em Goiás, nasceu Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que viria a ficar conhecida nacionalmente com seu pseudônimo Cora Coralina.
Foi doceira até seus últimos dias de vida e, até hoje, são famosas as lembranças de seus doces de abóbora e figo.
Com quatorze anos começou a escrever seus primeiros poemas e, em 1908 publicou A Rosa no jornal de poemas femininos. No “Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás” de 1910 publicou seu primeiro conto, já assinado como Cora Coralina. No ano seguinte, fugiu com o advogado divorciado Cantídio Tolentino Bretas e, juntos, tiveram seis filhos. Foi convidada a participar da “Semana de Arte Moderna”, mas seu marido a impediu.
Em 1634, em São Paulo, trabalho como vendedora de livros na Editora José Olímpio, onde lançou seu primeiro livro, O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais, aos 76 anos. Em 1976, foi lançado Meu Livro de Cordel, pela editora Goiana. Porém, suas obras ganham fama após uma série de elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980.
Em 1983, aos 94 anos, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG e foi eleita com o “Prêmio Juca Pato” da União Brasileira dos Escritores, como intelectual do ano.

Em 10 de abril de 1985, veio a falecer de insuficiência respiratória.

 

Obras da Autora em Nosso Acervo
– Estórias da casa velha da ponte. 4. ed. São Paulo: Global, 1987. 95 p.
– O prato azul-pombinho. 3. ed. São Paulo: Global, 2008.
– Conto com você. Luís da Câmara Cascudo, Edla van Steen, Moacyr Scliar, Sylvia Orthof, Daniel Munduruku, Eva Furnari; ilustrações Lélis… [et al.]. São Paulo: Global, 2006. 63 p.

Obras sobre a autora em nosso acervo
– Teles, José Mendonça. No santuário de Cora Coralina3. ed. Goiânia: Kelp’s, 2003. 97 p.
– DENÓFRIO, DARCY FRANÇA. Cora CoralinaMelhores poemas. Seleção e apresentação Darcy França Denófrio. 3. ed. São Paulo: Global, 2008. 360 p.

 

Perfil da Semana: Thomas Hobbes

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No próximo dia 05 completam-se 426 anos do nascimento do filósofo Thomas Hobbes. Acompanhe sua história de vida.

Biografia

O pai de Hobbes era um vigário anglicano que, após ser forçado a deixar o condado por conta de uma briga, deixou seus três filhos aos cuidados de seu irmão.

Desde seus 4 anos de idade Hobbes passou a receber ensinamentos escolares,primeiramente da Igreja de Westport, depois em outras duas escolas e aos 15 anos, seguiu para Oxford, onde posteriormente frequentou a universidade.

Após trabalhar como educador do futuro conde Devonshire, William Cavendish, criou um grande laço com esta família. Tendo ficado muito próximo de seu aluno, visitaram juntos França e Itália, em 1610. Durante a viagem, Hobbes percebeu que a filosofia Aristotélica vinha perdendo espaço, devido às descobertas de  Galileu e Kepler, que formularam as leis do movimento planetário.
Tendo isso mente, ao voltar à Inglaterra, Hobbes decide tornar-se um estudioso dos clássicos e realiza uma tradução da “História da Guerra do Peloponeso, de Tucididas, publicada em 1629. Viaja novamente para fora de seu país, mas logo é chamado, em regresso, para dar aulas ao jovem Cavendish. 

Durante uma terceira viagem ao continente, com seu novo aluno, Hobbes se encontrou com o matemático e físico Mersenne e, depois, com Galileu e Descartes. Descobriu os “Elementos”, de Euclides, e a geometria, que o ajudaram a clarear suas idéias sobre a filosofia.

Com a idéia de que a causa de tudo está na diversidade do movimento, escreveu seu primeiro livro filosófico, “Uma Curta Abordagem a Respeito dos Primeiros Princípios” e começou a planejar sua trilogia: “De Corpore”, demonstrando que os fenômenos físicos são explicáveis em termos de movimento (publicado em 1655); “De Homine”, tratando especificamente do movimento envolvido no conhecimento e apetite humano, (1658); e “De Cive”, a respeito da organização social, que seria publicado em 1642.

Hobbes retornou à Inglaterra em 1637, às vésperas da guerra civil. Decidiu publicar primeiro o “De Cive”, que circulou em cópia manuscrita em 1640 com o título “Elementos da Lei Natural e Política”.

Em 1640, retirou-se para Paris, onde passou os onze anos seguintes. Procurou o círculo de Mersenne, escreveu “Objeções às Idéias de Descartes” e, em 1642, publicou o “De Cive”.

Quatro anos depois,o príncipe de Gales, o futuro Carlos II, em Paris, convidou-o para ensinar-lhe matemática e Hobbes voltou para os temas políticos. Em 1650, publicou “Os Elementos da Lei”, em duas partes, a “Natureza Humana” e o “Do Corpo Político”.

Em 1651, publicou sua obra-prima, o “Leviatã”. Carlos I tinha sido executado e Carlos II estava exilado; por isso, no final da obra, tentou definir as situações em que seria possível legitimamente a submissão a um novo soberano. Tal capítulo valeu-lhe o desagrado do rei Carlos II e da corte inglesa.

Ao mesmo tempo, as autoridades francesas o tinham sob suspeita devido aos seus ataques ao Papado. Hobbes regressou a Inglaterra em 1651, também sob as críticas da Universidade de Oxford, que tinha acusado de manter um ensino baseado em conhecimentos ultrapassados.

Com a restauração da monarquia inglesa, em 1660, Hobbes voltou a ser admitido na corte, com uma pensão oferecida por Carlos II. Em 1666, Hobbes sentiu-se ameaçado, devido à tentativa de aprovação no Parlamento de uma lei contra o ateísmo, sendo que a comissão deveria analisar “O Leviatã”.A lei não foi aprovada, mas Hobbes nunca mais pôde publicar algo sobre a conduta humana.

Seus últimos anos, Hobbes passou com os clássicos da sua juventude, tendo publicado uma tradução da “Odisséia”, em 1675, e uma da “Ilíada”, no ano seguinte.

 

FONTE: http://educacao.uol.com.br/biografias/thomas-hobbes.jhtm

 

Obras do autor em nosso acervo

– Leviatã: ou matéria, forma e poder de uma república eclesiástica e civil. [Leviathan]. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 615 p.

– Do cidadão. [Philosophical rudiments concerning government and society]. 3 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002. 400 p.

– Os elementos da lei natural e política: tratado da natureza humana: tratado do corpo político. [The elements of law, natural and politic]. Tradução de Fernando Dias Andrade. São Paulo: Ícone, 2002. 216 p. 

– Do cidadão. Tradução: Fransmar Costa Lima. São Paulo: Martin Claret, 2009. v. 173. 288 p. 

– Leviathan. Edição: Marshall Missner. New York: Pearson Longman, c2008. 264 p.

– Do corpo – parte I: cálculo ou lógica. Tradução e notas: Maria Isabel Limongi e Vivianne de Castilho Moreira. Campinas: Editora da UNICAMP, 2009. 175 p.

– Os elementos da lei natural e política. Introdução: J. C. A. Gaskin, Tradução: Bruno Simões, Revisão da tradução: Aníbal Mari. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010. 257 p. 

– Leviathan, or, The matter, forme and power of a commonwealth ecclesiasticall and civil. Edited by: Michael Oakeshott, With an introduction by: Richard S. Peters. New York: A Touchstone Book, 2008. 555 p.

 

Obras sobre o autor em nosso acervo

– Bobbio, Norberto, 1909-. Thomas Hobbes4. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1991. 202 p.

– Ribeiro, Renato Janine. Ao leitor sem medo : Hobbes escrevendo contra o seu tempo. 2. ed. São Paulo: Editora da UFMG, 2004. 355 p. 

– Weffort, Francisco (Org.). Os clássicos da política: Maquiavel, Hobbes, Locke, Montesquieu, Rousseau, “O Federalista”. São Paulo: Ática, 1989. 287 p. v.1.

– Macpherson, C. B. (Crawford Brough), 1911-. A teoria política do individualismo possessivo, de Hobbes até Locke. [The political theory of possessive individualism, Hobbes to Locke]. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. 318 p.

– Skinner, Quentin. Razão e retórica na filosofia de Hobbes[Reason and rhetoric in the philosophy of Hobbes]. São Paulo: UNESP, 1999. 639 p. 

– Quirino, Célia Galvão; Sadek, Maria Tereza (orgs.). O pensamento político clássico: Maquiavel, Hobes, Locke, Montesquieu, Rousseu. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 432 p. 

– Foisneau, Luc (coord.). La découverte du principe de raison: Descartes, Hobbes, Spinoza, Leibniz. Paris: Presses Universitaires de France, 2001. 202 p.

– Boutroux, M. Emile, 1845-1921. La philosophie allemande au XVIIe siècle: les prédécesseurs de Leibniz: Bacon, Descartes, Hobbes, Spinoza, Malebranche, Locke et la philosophie de Leibniz. Paris: J. Vrin, 1948. 241 p.

– Ribeiro, Renato janine (et al.); Boron, Atilio A. (org.). Filosofia política moderna: de Hobbes a Marx. São Paulo: EDUSP, 2006. 439 p. 

– Tuck, Richard; Sobral, Adail Ubirajara (trad.); Gonçalves, Maria Stela (trad.). HobbesSão Paulo: Loyola, 2001. 159 p. 

– Strauss, Leo. The political philosophy of Hobbesits basis and its Genesis. 12. ed. Chicago: University of Chicago Press, 2001. 172 p.

– Malherbe, Michel, 1941-. Hobbesou L’oeuvre de la raison. 2. ed. Paris: Philosophique J. Vrin, 2000. 218 p. 

– Lazzeri, Christian. Droit, pouvoir et liberté: Spinoza, critique de Hobbes. Paris: Presses Universitaires de France, 1998. 400 p.

– Soares, Luiz Eduardo. A invenção do sujeito universal: Hobbes e a política como experiência dramática do sentido. Campinas: Unicamp, 1995. 314 p

– Tuck, Richard. Hobbesa very short introduction. Oxford: Oxford University Press, 2002. 148 p.

– Villanova, Marcelo Gross. Lei natural e lei civil na filosofia política de Thomas HobbesGoiânia: Tendenz, 2007. 116 p.

– Strauss, Leo. La filosofía política de Hobbessu fundamento y su génesis. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2006. 231 p. 

– Santos, Maria do Socorro dos; Mesquita, Peri. As Matilhas de HobbesO modelo da pedagogia por competência. São Bernardo do Campo: Universidade Metodista de São Paulo, 2007. 134 p.

– Souki, Nádia. Behemoth contra Leviatã: guerra civil na filosofia de Thomas Hobbes. São Paulo: Loyola, c2008. 267 p.

– Ribeiro, Renato Janine. A marca do Leviatã: linguagem e poder em Hobbes. 2. ed. São Paulo: Ateliê, 2003. 115 p.

– Matos, Ismar Dias de. Uma descrição do humano no Leviathan, de Thomas HobbesSão Paulo: Annablume, 2007. v. 352. 109 p.

– Springborg, Patricia (org.). The Cambridge companion to Hobbes’s Leviathan. Cambridge: Cambridge University Press, 2007. 533 p. 

– Kenny, Anthony. Uma nova história da filosofia ocidental. Tradução: Carlos Alberto Bárbaro, Revisão técnica: Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, 2009. 403 p.

– Behemoth. Estudio preliminar, traducción y notas de Miguel Ángel Rodilla. Madrid: Tecnos, 1992. 268 p.

– Skinner, Quentin. Hobbes e a liberdade republicana. Tradução: Modesto Florenzano. Säo Paulo: Editora da UNESP, 2010. 213 p.

Perfil da Semana: Jean-Baptiste Camille Corot

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Biografia

 

Nascido na cidade de Paris, em 16 de julho de 1796, Jean-Baptiste Camille Corot estudou pintura com Victor Bertin, um mestre da paisagem clássica. Entre 1825 e 1828 formou-se, na Itália. Ao voltar para a França, percorreu vários locais da Normandia e da Borgonha. Voltou a Itália outras duas vezes e também visitou a Suíça, a Holanda e a Inglaterra.

Em sua primeira na Itália, fez vários esboços a óleo, como Vista do Fórum e O Coliseu, que são admirados devido a espontaneidade, o colorido luminoso e a composição despojada do rigor neoclássico. As obras já citadas resumem a arte neoclássica de Corot, marcado pelo cuidado com a construção lógica dos planos e com o ritmo equilibrado dos volumes e dos espaços e a luminosidade que paira sobre as ruínas.

Na mesma época, as pinturas feitas em seu ateliê são convencionais e de tons sombrios. Mas, por volta de 1830, Corot abraça completamente as paisagens mais claras, especialmente cenas da floresta de Fontainebleau.

Na segunda fase italiana, pintou paisagens de composição mais requintada e de colorido mais denso do que as da fase inicial, fixando a região da Toscana em telas austeras – e Veneza e a região dos lagos em paisagens cheias de bruma. 

A partir de 1840 a reputação de Corot começou a se firmar, ele passou a receber encomendas oficiais e sua obra foi aceita e elogiada pela crítica.

Jean-Baptiste Camille Corot feio a falecer em 22 de fevereiro de 1796.

 

Seus métodos

Durante a primavera e o verão Corot fazia esboços, verdadeiros registros de impressões paisagísticas que perseguia incansavelmente. No inverno, transcrevia esses esboços em composições cuidadosas, incorporando figuras bíblicas ou mitológicas, Esses trabalhos lhe concederam distinções oficiais nos salões de 1833, 1846, 1848 e 1855, o que acabou consagrando sua arte.

A década de 1845-1855 marca uma transição em sua pintura. Dessa época datam alguns de seus mais belos trabalhos, como “Rochelle, entrada do porto” e “Lembrança de Mortefontaine”, que marca o apogeu dessa fase, na qual a paisagem parece coberta de um véu diáfano, tendo os vegetais um brilho de pérola que dá a impressão de umidade e transparência.

Mas Corot também foi um hábil retratista, principalmente de crianças. Essas obras, ainda que não tenham sido apreciadas por seus contemporâneos, hoje são avaliadas como importantes produções.

Até o fim da vida, Corot produziu grande quantidade de paisagens poéticas, para atender a crescente demanda do público. Ao mesmo tempo, pintava paisagens de composição mais clara e colorido mais rico, que lembravam sua fase inicial, como o estudo “Catedral de Sens”, pintado pouco antes de sua morte.

Nas paisagens clássicas, Corot costumava usar laca amarela. Outro traço particular de sua obra é o tratamento opaco da pintura, numa mistura uniforme de branco. Nos esboços, a pasta é abundante, com vigorosas pinceladas.

Subestimado no início do século 20, Corot é considerado, atualmente, um dos mestres do século 19. Sua obra, impregnada de romantismo, influenciou os impressionistas. Além dos quadros a óleo, produziu desenhos a lápis e bico-de-pena. 

 

Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/camille-corot.jhtm

Perfil da Semana: René Descartes

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Sendo considerado um dos pensadores mais influentes da história humana, Descartes também é conhecido como o fundador da filosofia e da matemática moderna.

Biografia

Nasceu em uma pequena cidade francesa chamada La Haye, localizada a cerca de 300 quilômetros de Paris. Joachim Descartes, seu pai, era advogado e juiz e possuía muitas terras, além do título de escudeiro e de ser conselheiro no Parlamneto de Rennes, na Bretanha.

Sua mãe, Jeanne Brochard, faleu em seu terceiro parto, quando Descartes tinha um ano e meio de idade, o que o levou a ser criado pela avó. Mesmo após Joachim se casar novamente, o garoto não perdeu o contato com seu pai, que costumava chamá-lo de “pequeno filósofo”. Mais tarde, Descartes desapontou sei pai ao não querer exercer o direito, curso que havia concluído em 1616, na Universidade  Poitiers.

Em 1618 Descartes alistou-se no exército de Maurício de Nassau, na Holanda. Ele considerava a escola militar como um complemento de sua educação e, foi nesta época que fez amizade com o duque filósofo, doutor e físico Isaac Beeckman, a quem dedicou o Compendium Musicae, um pequeno tratado sobre música.

No ano seguinte conheceu Dinamarca, Polônia e Alemanha, onde, segundo consta, no dia 10 de novembro viu, em sonho um novo sistema matemático e científico. Três anos depois retornou a França e passou os anos seguintes entre Paris e outras cidades europeias.

Em 1628, incentivado pelo cardeal De Bérulle, escreveu !Regras para a Direção do Espírito. Logo após, mudou-se para os países baixos, onde morou até 1649.

Em 1629 começou a escrever O mundo ou Tratado de Luz, um livro de física. Porém, após a condenação de Galileu pela igreja católica, em 1633, Descartes ficou com receio e acabou não publicando sua obra. Em 1935 nasceu sua fiha ilegítima, Francime, que viria a morrer em 1640.

Em 1637, publicou anonimamente “Discurso sobre o Método para Bem Conduzir a Razão a Buscar a Verdade Através da Ciência”. Os três apêndices desta obra foram “A Dióptrica” (um trabalho sobre ótica), “Os Meteoros” (sobre meteorologia), e “A Geometria” (onde introduz o sistema de coordenadas que ficaria conhecido como “cartesianas”, em sua homenagem). Seu nome e suas teorias se tornaram conhecidos nos círculos ilustrados e sua afirmação “Penso, logo existo” (Cogito, ergo sum) tornou-se popular.

Em 1641, surgiu sua obra mais conhecida: as “Meditações Sobre a Filosofia Primeira”, com os primeiros seis conjuntos de “Objeções e Respostas”. Os autores das objeções foram Johan de Kater; Mersene; Thomas Hobbes; Arnauld e Gassendi. A segunda edição das Meditações incluía uma sétima objeção, feita pelo jesuíta Pierre Bourdin..

Em 1643, a filosofia cartesiana foi condenada pela Universidade de Utrecht (Holanda) e, acusado de ateísmo, Descartes obteve a proteção do Príncipe de Orange. No ano seguinte, lançou “Princípios de Filosofia”, um livro em grande parte dedicado à física, o qual ofereceu à princesa Elizabete da Boêmia, com quem mantinha correspondência.

Uma cópia manuscrita do “Tratado das Paixões” foi enviada para a rainha Cristina da Suécia, através do embaixador francês. Frente a insistentes convites, Descartes foi para Estocolmo em 1649, com o objetivo de instruir a rainha de 23 anos em matemática e filosofia.O horário da aula era às cinco horas da manhã. No clima rigoroso, sua saúde deteriorou. Em fevereiro de 1650, ele contraiu pneumonia e, dez dias depois, morreu.

Em 1667, depois de sua morte, a Igreja Católica Romana colocou suas obras no Índice de Livros Proibidos.

Suas obras em nosso acervo

Discurso do método. [Le discours de la méthode]. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 102 p.
Regras para a orientação do espírito. Tradução: Maria Ermantina de Almeida Prado Galvão. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. 151 p.
Discurso sôbre o método. 6. ed. São Paulo: Atena, 1954. 89 p.
Discurso do método; as paixões da alma; meditações. São Paulo: Nova Cultural, 2000. 335 p.
– Discurso do método ; Meditações ; Objeções e respostas ; As paixões da Alma ; Cartas. Traduções de J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Abril Cultural, 1979. 324 p.
Méditations métaphysiques. Paris: Philosophique J. Vrin, 1976. 141 p.
Discours de la méthode. Paris: Vrin, 2005. 144 p.
Oeuvres de Descartes. Paris: Librarie Philosophique J. Vrin, 1983. v. 7. 614 p.
Regras para a direcção do espírito. [Regulae ad directionem ingenii]. 3. ed. Lisboa: Estampa, 1987. 130 p.
Discurso do método e tratado das paixões da alma. 3. ed. Lisboa: Sá da Costa, 1956. 254 p.
Meditações sobre filosofia primeira. Tradução, nota prévia e revisão: Fausto Castilho. Campinas: Editora da UNICAMP, 2008. 231 p.
Carta-prefácio dos princípios da filosofia. Apresentação e prefácio: Denis Moreau, Tradução: Homero Santiago, Revisão da tradução: Márcia Valéria Martinez de Aguiar. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 75 p.
O mundo ou tratado da luz. Tradução e organização de Érico Andrade. São Paulo: Hedra, 2008. 135 p.
O mundo ou Tratado da luz; O homem. Tradução, apresentação geral e apêndices: César Augusto Battisti e Marisa Carneiro de Oliveira Franco Donatelli. Campinas: Editora da UNICAMP, 2009. 455 p.

Obras sobre o autor em nosso acervo

– Sorell, Tom. Descartes. São Paulo: Loyola, 2004. 134 p.
– Loparic, Zeljko. Descartes heurístico. Campinas: Unicamp, 1997. 177 p.
– Davis, Philip J; Herssh, Reuben. O sonho de Descartes: o mundo de acordo com a matemática. Rio de Janeiro: F. Alves, 1988. 335 p.
– Migliori, Maria Luci Buff. Sonhos sobre meditações de Descartes. São Paulo: Annablume, 2001. 226 p.
– Cottingham, John,1943-; Martins, Helena (trad.). Dicionário Descartes. [A Descartes dictionary]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1995. 171 p.
– Almog, Joseph. What am I?: Descartes and the mind-body problem. New York: Oxford University Press, 2002. 139 p.
– Rousset, Bernard. Spinoza, lecteur des objections faites aux méditations de Descartes et de ses réponses. Paris: Kimé, 1996. 138 p.
– Foisneau, Luc (coord.). La découverte du principe de raison: Descartes, Hobbes, Spinoza, Leibniz. Paris: Presses Universitaires de France, 2001. 202 p.
– Belaval, Yvon. Leibniz critique de Descartes. [Paris]: Gallimard, 2003. 559 p.
– Damásio, António R. O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano. [Descartes‘error : emotion, reason and the human brain]. Tradução: Dora Vicente, Georgina Segurado. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 330 p.
– Teixeira, Lívio. Ensaio sobre a moral de Descartes. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1990. 250 p.
– Silva, Franklin Leopoldo e. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 1993. 151 p.
– Langerlund, Henrik; Yrjonsuuri, Mikko (Edit.). Emotions and choice from Boethius to Descartes. Dordrecht: Kluwer Academic Publishers, 2002. 342 p.
– Silva, Franklin Leopoldo e. Descartes: a metafísica da modernidade. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2005. 135 p.
– Gombay, André. Descartes: introdução. Tradução: Lia Levy. Porto Alegre: Artmed, 2009. 192 p.
– Clarke, Desmond M. Descartes: a biography. Cambridge; New York: Cambridge University Press, 2006. 507 p.
– Broughton, Janet; Carriero, John Peter (ed.). A companion to Descartes. Malden, MA: Blackwell Publishing, 2008. 542 p.
– Sarkar, Husain. Descartes‘ cogito: saved from the great shipwreck. Cambridge; New York: Cambridge University Press, 2003. 305 p
– Losonsky, Michael. Enlightenment and action from Descartes to Kant: passionate thought. Cambridge; New York: Cambridge University Press, 2001. 221 p.
– Southwell, Gareth. A beginner’s guide to Descartes‘s Meditations. Malden, MA; Oxford: Blackwell Publishing, 2008. 147 p.
– Gombay, André. Descartes. Malden, MA; Oxford: Blackwell Publishing, 2007. 151 p.
– Scribano, Emanuela. Guida alla lettura delle Meditazioni Metafisiche di Descartes. 3. ed. Roma: Laterza, 2003. 164 p.
– Scribano, Emanuela. Guia para leitura das meditações metafísicas de Descartes. Tradução: Silvana Cobucci Leite. São Paulo: Loyola, 2007. 197 p.
– Brown, Deborah J. (Deborah Jean). Descartes and the passionate mind. Cambridge; New York: Cambridge University Press, 2008. 231 p.
– Beyssade, Michelle. Descartes. [Tradução de: Fernanda Figueira]. Lisboa: Edições 70, [1991]. 129 p.
– Aczel, Amir D. O caderno secreto de Descartes: um mistério que envolve filosofia, matemática, história e ciências ocultas. Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. 229 p.
– Alain. Idéias: introdução à filosofia: Platão, Descartes, Hegel, Comte. [Tradução: Paulo Neves]. São Paulo: Martins Fontes, 1993. 399 p.
– Scruton, Roger. Uma breve história da filosofia moderna: de Descartes a Wittgenstein. Tradução: Eduardo Francisco Alves. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 2008. 377 p.

FONTE: http://educacao.uol.com.br/biografias/rene-descartes.jhtm

Base de Dados: JSTOR

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A partir deste começo de ano, a Unifesp está disponibilizando o acesso a parte de mais uma base de dados: a JSTOR.

A JSTOR foi fundado por William G. Bowen que presidiu a Universidade de Princetron entre 1972-1988. A princípio, tinha apenas 10 periódicos nas áreas de economia e história disponíveis em sete sites de diferentes bibliotecas. Mais tarde foram adicionados outros dez sites. Aos poucos, o site foi melhorando e oferecendo ferramentas que possibilitaram uma pesquisa direta no texto.

A JSTOR expandiu com sucesso seu acervo após uma parceria feita com o The Royal Society de Londres que permitiu a digitalização do Philosophical Transactions of the Royal Society desde sua primeiras edições que datam 1665.

Desde então, a JSTOR só tem melhorado. Esta base de dados oferece em torno de 33977 títulos disponíveis para pesquisas em áreas como: humanidades, história, artes, ciências sociais, direito, ciências e matemática, medicina e economia. Até o ano de 2015, a Unifesp disponibiliza o acesso ao conteúdo de história; é possível visualizar a lista de periódicos adquiridos aqui.

A JSTOR disponibiliza de uma ferramenta chamada My JSTOR. Com ela o usuário faz o seu cadastro e pode salvar suas pesquisas, históricos de trabalhos vistos e até receber um alerta por e-mail cada vez que um trabalho sobre o tema que procura for disponibilizado.

A base também oferece diversos tutoriais para realizar buscas mais refinadas e pertinentes, além de conhecer serviços e outras novidades que a base oferece.

A JSTOR é uma ótima ferramenta para pesquisas e trabalho, porém, não é a única oferecida pela Unifesp; confira a lista completa de bases oferecidas pela Unifesp no site da biblioteca.

Para acessar a JSTOR e fazer suas pesquisas não é preciso, necessariamente, estar na Universidade. Basta seguir as instruções de acesso remoto as bases de dados da UNIFESP.