Acervo

Os Livros mais emprestados em 2014

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 Livros Empréstimos
Freyre, Gilberto. Casa-grande & senzala. SP: Global, 2006. 144
Platão, 428-348 a.C. A República. M. Fontes, 2006. 138
Koselleck, Reinhart; Castelo-Branco, Luciana Villas-Boas (trad.). Crítica e crise.  Rio de Janeiro: EDUERJ, 1999. 125
Freitas, Marcos Cezar de (org.). História social da infância no Brasil. SP: Cortez, 2006. 120
Montesquieu, Charles de Secondat. O espírito das leis. .SP: M. Fontes, 2005. 113
Benjamin, Walter, 1892-1940. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1985. v. 1. 110
Mortari, Cezar A. Introduçäo à lógica. Säo Paulo: Editora UNESP, 2001. 109
Marcuschi, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. v. 2. 108
Chartier, Roger. Origens culturais da Revolução Francesa. SP: UNESP, 2009. 99
10º Antunes, Irandé. Lutar com palavras. São Paulo: Parábola, 2009. 97
11º Benjamin, Walter, 1892-1940. Charles Baudelaire, um lírico no auge do capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 1994. v. 3. 96
12º Montaigne, Michel de, 1533-1592. Os ensaios: livro I. 2. ed. Martins Fontes, 2002. 85
13º Agostinho, Santo, Bispo de Hipona. Solilóquios; A vida feliz. Paulus, 2007. v. 11. 82
14º Jones, Peter V; Sidwell, Keith C. Aprendendo latim. São Paulo: Odysseus, 2012. 79
15º Rousseau, Jean-Jacques. Emílio, ou, Da educação. Martins Fontes, 2004. 74
16º Karnal, Leandro…[et al.]. História dos Estados Unidos.Contexto, 2007. 74
17º Ferreira, J.; Delgado, L. de A.N.(org.).O Brasil republicano. Civ.Bras., 2007. v. 2 73
18º Bergson, Henri. O pensamento e o movente. M. Fontes, 2006. 73
19º Monteiro, John Manuel. Negros da terra. SP: Companhia das Letras, c1994. 72
20º Saussure, Ferdinand de. Curso de lingüística geral. 27.ed. São Paulo: Cultrix, 2006. 69
21º Auerbach, Erich. Mimesis. São Paulo: Perspectiva, 2004. v. 2. 68
22º Arendt, Hannah. Entre o passado e o futuro.  São Paulo: Perspectiva, 2007. 67
23º Todorov, Tzvetan. A conquista da América. M. Fontes, 2003. 66
24º Platão. A República de Platão. São Paulo: Perspectiva, 2006. 66
25º Hegel, Georg Wilhelm Friedrich. Fenomenologia do espírito. Vozes, 2008. 66
26º Kuhn, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. SP: Perspectiva, 2009. 65
27º Levi, Primo. É isto um homem?.Rio de Janeiro: Rocco, 1988. 65
28º França, Eduardo D’Oliveira.Portugal na época da Restauração.  Hucitec, 1997. 65
29º Marx, Karl; Engels, Friedrich. A Ideologia Alemã. SP: Martins Fontes, 2007. 64
30º Hobsbawm, Eric.Era dos extremos: o breve século XX 1914-1991. Cia das Letras, 2007 64
31º Rojo, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social.  Parábola, 2009. 64
32º Mussalim, F.; Bentes, Anna C. (orgs.). Introdução à lingüística. Cortez, 2008. v.1. 63
33º Hobbes, Thomas. Leviatã. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 61
34º Platão. A república. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2012. 58
35º Freud, Sigmund, 1856-1939. Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Imago, 2006. v. 21. 58
36º Foucault, Michel. Vigiar e punir. 33. ed. Petrópolis: Vozes, 2007. 58
37º Hobsbawm, E. J. Nações e nacionalismo desde 1780. Paz e Terra, 2004. 57
38º Geary, Patrick J. O mito das nações. SP: Conrad, 2005. 57
39º Fiorin, José Luiz. Introdução ao pensamento de Bakhtin. Ática, 2006. 56
40º Lahire, Bernard. Sucesso escolar nos meios populares. Ática, 2004. 56
41º Durkheim, Émile. As formas elementares de vida religiosa. M. Fontes, 2003. 55
42º Bakhtin, Mikhail M., 1895-1975. Estética da criação verbal. M. Fontes, 2003. 55
43º Ferreira, Jorge; Delgado, Lucilia de Almeida Neves (org.). O Brasil republicano. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007. v. 4. 55
44º Durkheim, Émile, 1858-1917. O suicídio. SP: Martins Fontes, 2004. 55
45º Ferreira, Marieta de Moraes; Amado, Janaína (org.). Usos e abusos da história oral. 8. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010. 55
46º Choay, Françoise. A alegoria do patrimônio. Estação Liberdade: UNESP, 2006. 54
47º Elias, Norbert. A sociedade de corte. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. 54
48º Kant, Immanuel, 1724-1804. Crítica da razão pura. Vozes: Univ. S. Francisco, 2012. 53
49º Cardoso, Ciro Flamarion (org.); Vainfas, Ronaldo (org.). Domínios da história. Rio de Janeiro: Elsevier, 1997. 53
50º Foucault, Michel. Estética: literatura e pintura, música e cinema. Forense Universitária, 2006. v. 3. 53
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Perfil da Semana: Cora Carolina

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Esta semana se completam 29 anos de perda da grande poeta e contista brasileira, Cora Coralina.

Biografia
No dia 20 de agosto de 1889, em Goiás, nasceu Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que viria a ficar conhecida nacionalmente com seu pseudônimo Cora Coralina.
Foi doceira até seus últimos dias de vida e, até hoje, são famosas as lembranças de seus doces de abóbora e figo.
Com quatorze anos começou a escrever seus primeiros poemas e, em 1908 publicou A Rosa no jornal de poemas femininos. No “Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás” de 1910 publicou seu primeiro conto, já assinado como Cora Coralina. No ano seguinte, fugiu com o advogado divorciado Cantídio Tolentino Bretas e, juntos, tiveram seis filhos. Foi convidada a participar da “Semana de Arte Moderna”, mas seu marido a impediu.
Em 1634, em São Paulo, trabalho como vendedora de livros na Editora José Olímpio, onde lançou seu primeiro livro, O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais, aos 76 anos. Em 1976, foi lançado Meu Livro de Cordel, pela editora Goiana. Porém, suas obras ganham fama após uma série de elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980.
Em 1983, aos 94 anos, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG e foi eleita com o “Prêmio Juca Pato” da União Brasileira dos Escritores, como intelectual do ano.

Em 10 de abril de 1985, veio a falecer de insuficiência respiratória.

 

Obras da Autora em Nosso Acervo
– Estórias da casa velha da ponte. 4. ed. São Paulo: Global, 1987. 95 p.
– O prato azul-pombinho. 3. ed. São Paulo: Global, 2008.
– Conto com você. Luís da Câmara Cascudo, Edla van Steen, Moacyr Scliar, Sylvia Orthof, Daniel Munduruku, Eva Furnari; ilustrações Lélis… [et al.]. São Paulo: Global, 2006. 63 p.

Obras sobre a autora em nosso acervo
– Teles, José Mendonça. No santuário de Cora Coralina3. ed. Goiânia: Kelp’s, 2003. 97 p.
– DENÓFRIO, DARCY FRANÇA. Cora CoralinaMelhores poemas. Seleção e apresentação Darcy França Denófrio. 3. ed. São Paulo: Global, 2008. 360 p.

 

Perfil da Semana: René Descartes

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Sendo considerado um dos pensadores mais influentes da história humana, Descartes também é conhecido como o fundador da filosofia e da matemática moderna.

Biografia

Nasceu em uma pequena cidade francesa chamada La Haye, localizada a cerca de 300 quilômetros de Paris. Joachim Descartes, seu pai, era advogado e juiz e possuía muitas terras, além do título de escudeiro e de ser conselheiro no Parlamneto de Rennes, na Bretanha.

Sua mãe, Jeanne Brochard, faleu em seu terceiro parto, quando Descartes tinha um ano e meio de idade, o que o levou a ser criado pela avó. Mesmo após Joachim se casar novamente, o garoto não perdeu o contato com seu pai, que costumava chamá-lo de “pequeno filósofo”. Mais tarde, Descartes desapontou sei pai ao não querer exercer o direito, curso que havia concluído em 1616, na Universidade  Poitiers.

Em 1618 Descartes alistou-se no exército de Maurício de Nassau, na Holanda. Ele considerava a escola militar como um complemento de sua educação e, foi nesta época que fez amizade com o duque filósofo, doutor e físico Isaac Beeckman, a quem dedicou o Compendium Musicae, um pequeno tratado sobre música.

No ano seguinte conheceu Dinamarca, Polônia e Alemanha, onde, segundo consta, no dia 10 de novembro viu, em sonho um novo sistema matemático e científico. Três anos depois retornou a França e passou os anos seguintes entre Paris e outras cidades europeias.

Em 1628, incentivado pelo cardeal De Bérulle, escreveu !Regras para a Direção do Espírito. Logo após, mudou-se para os países baixos, onde morou até 1649.

Em 1629 começou a escrever O mundo ou Tratado de Luz, um livro de física. Porém, após a condenação de Galileu pela igreja católica, em 1633, Descartes ficou com receio e acabou não publicando sua obra. Em 1935 nasceu sua fiha ilegítima, Francime, que viria a morrer em 1640.

Em 1637, publicou anonimamente “Discurso sobre o Método para Bem Conduzir a Razão a Buscar a Verdade Através da Ciência”. Os três apêndices desta obra foram “A Dióptrica” (um trabalho sobre ótica), “Os Meteoros” (sobre meteorologia), e “A Geometria” (onde introduz o sistema de coordenadas que ficaria conhecido como “cartesianas”, em sua homenagem). Seu nome e suas teorias se tornaram conhecidos nos círculos ilustrados e sua afirmação “Penso, logo existo” (Cogito, ergo sum) tornou-se popular.

Em 1641, surgiu sua obra mais conhecida: as “Meditações Sobre a Filosofia Primeira”, com os primeiros seis conjuntos de “Objeções e Respostas”. Os autores das objeções foram Johan de Kater; Mersene; Thomas Hobbes; Arnauld e Gassendi. A segunda edição das Meditações incluía uma sétima objeção, feita pelo jesuíta Pierre Bourdin..

Em 1643, a filosofia cartesiana foi condenada pela Universidade de Utrecht (Holanda) e, acusado de ateísmo, Descartes obteve a proteção do Príncipe de Orange. No ano seguinte, lançou “Princípios de Filosofia”, um livro em grande parte dedicado à física, o qual ofereceu à princesa Elizabete da Boêmia, com quem mantinha correspondência.

Uma cópia manuscrita do “Tratado das Paixões” foi enviada para a rainha Cristina da Suécia, através do embaixador francês. Frente a insistentes convites, Descartes foi para Estocolmo em 1649, com o objetivo de instruir a rainha de 23 anos em matemática e filosofia.O horário da aula era às cinco horas da manhã. No clima rigoroso, sua saúde deteriorou. Em fevereiro de 1650, ele contraiu pneumonia e, dez dias depois, morreu.

Em 1667, depois de sua morte, a Igreja Católica Romana colocou suas obras no Índice de Livros Proibidos.

Suas obras em nosso acervo

Discurso do método. [Le discours de la méthode]. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 102 p.
Regras para a orientação do espírito. Tradução: Maria Ermantina de Almeida Prado Galvão. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. 151 p.
Discurso sôbre o método. 6. ed. São Paulo: Atena, 1954. 89 p.
Discurso do método; as paixões da alma; meditações. São Paulo: Nova Cultural, 2000. 335 p.
– Discurso do método ; Meditações ; Objeções e respostas ; As paixões da Alma ; Cartas. Traduções de J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Abril Cultural, 1979. 324 p.
Méditations métaphysiques. Paris: Philosophique J. Vrin, 1976. 141 p.
Discours de la méthode. Paris: Vrin, 2005. 144 p.
Oeuvres de Descartes. Paris: Librarie Philosophique J. Vrin, 1983. v. 7. 614 p.
Regras para a direcção do espírito. [Regulae ad directionem ingenii]. 3. ed. Lisboa: Estampa, 1987. 130 p.
Discurso do método e tratado das paixões da alma. 3. ed. Lisboa: Sá da Costa, 1956. 254 p.
Meditações sobre filosofia primeira. Tradução, nota prévia e revisão: Fausto Castilho. Campinas: Editora da UNICAMP, 2008. 231 p.
Carta-prefácio dos princípios da filosofia. Apresentação e prefácio: Denis Moreau, Tradução: Homero Santiago, Revisão da tradução: Márcia Valéria Martinez de Aguiar. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 75 p.
O mundo ou tratado da luz. Tradução e organização de Érico Andrade. São Paulo: Hedra, 2008. 135 p.
O mundo ou Tratado da luz; O homem. Tradução, apresentação geral e apêndices: César Augusto Battisti e Marisa Carneiro de Oliveira Franco Donatelli. Campinas: Editora da UNICAMP, 2009. 455 p.

Obras sobre o autor em nosso acervo

– Sorell, Tom. Descartes. São Paulo: Loyola, 2004. 134 p.
– Loparic, Zeljko. Descartes heurístico. Campinas: Unicamp, 1997. 177 p.
– Davis, Philip J; Herssh, Reuben. O sonho de Descartes: o mundo de acordo com a matemática. Rio de Janeiro: F. Alves, 1988. 335 p.
– Migliori, Maria Luci Buff. Sonhos sobre meditações de Descartes. São Paulo: Annablume, 2001. 226 p.
– Cottingham, John,1943-; Martins, Helena (trad.). Dicionário Descartes. [A Descartes dictionary]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1995. 171 p.
– Almog, Joseph. What am I?: Descartes and the mind-body problem. New York: Oxford University Press, 2002. 139 p.
– Rousset, Bernard. Spinoza, lecteur des objections faites aux méditations de Descartes et de ses réponses. Paris: Kimé, 1996. 138 p.
– Foisneau, Luc (coord.). La découverte du principe de raison: Descartes, Hobbes, Spinoza, Leibniz. Paris: Presses Universitaires de France, 2001. 202 p.
– Belaval, Yvon. Leibniz critique de Descartes. [Paris]: Gallimard, 2003. 559 p.
– Damásio, António R. O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano. [Descartes‘error : emotion, reason and the human brain]. Tradução: Dora Vicente, Georgina Segurado. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 330 p.
– Teixeira, Lívio. Ensaio sobre a moral de Descartes. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1990. 250 p.
– Silva, Franklin Leopoldo e. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 1993. 151 p.
– Langerlund, Henrik; Yrjonsuuri, Mikko (Edit.). Emotions and choice from Boethius to Descartes. Dordrecht: Kluwer Academic Publishers, 2002. 342 p.
– Silva, Franklin Leopoldo e. Descartes: a metafísica da modernidade. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2005. 135 p.
– Gombay, André. Descartes: introdução. Tradução: Lia Levy. Porto Alegre: Artmed, 2009. 192 p.
– Clarke, Desmond M. Descartes: a biography. Cambridge; New York: Cambridge University Press, 2006. 507 p.
– Broughton, Janet; Carriero, John Peter (ed.). A companion to Descartes. Malden, MA: Blackwell Publishing, 2008. 542 p.
– Sarkar, Husain. Descartes‘ cogito: saved from the great shipwreck. Cambridge; New York: Cambridge University Press, 2003. 305 p
– Losonsky, Michael. Enlightenment and action from Descartes to Kant: passionate thought. Cambridge; New York: Cambridge University Press, 2001. 221 p.
– Southwell, Gareth. A beginner’s guide to Descartes‘s Meditations. Malden, MA; Oxford: Blackwell Publishing, 2008. 147 p.
– Gombay, André. Descartes. Malden, MA; Oxford: Blackwell Publishing, 2007. 151 p.
– Scribano, Emanuela. Guida alla lettura delle Meditazioni Metafisiche di Descartes. 3. ed. Roma: Laterza, 2003. 164 p.
– Scribano, Emanuela. Guia para leitura das meditações metafísicas de Descartes. Tradução: Silvana Cobucci Leite. São Paulo: Loyola, 2007. 197 p.
– Brown, Deborah J. (Deborah Jean). Descartes and the passionate mind. Cambridge; New York: Cambridge University Press, 2008. 231 p.
– Beyssade, Michelle. Descartes. [Tradução de: Fernanda Figueira]. Lisboa: Edições 70, [1991]. 129 p.
– Aczel, Amir D. O caderno secreto de Descartes: um mistério que envolve filosofia, matemática, história e ciências ocultas. Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. 229 p.
– Alain. Idéias: introdução à filosofia: Platão, Descartes, Hegel, Comte. [Tradução: Paulo Neves]. São Paulo: Martins Fontes, 1993. 399 p.
– Scruton, Roger. Uma breve história da filosofia moderna: de Descartes a Wittgenstein. Tradução: Eduardo Francisco Alves. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 2008. 377 p.

FONTE: http://educacao.uol.com.br/biografias/rene-descartes.jhtm

Perfil da Semana: Carlos Drummond de Andrade

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Semana passada, no dia 31 de outubro, foi comemorado o “Dia D”, Dia de Drummond. Essa semana, portanto, em uma singela homenagem a este grande nome do Modernismo brasileiro, o autor foi escolhido para o Perfil da Semana.

Biografia

Carlos Drummond de Andrade nasceu em 31 de outubro de 1902, em Itabura de Mato Dentro, interior de Minas Gerais. Estudou em colégio em Belo Horizonte mas voltou à Itabira, devido a uma doença, onde passou então a ter aulas particulares. No ano de 1918 volta a estudar em colégio interno, desta vez, em Nova Friburgo, Rio de Janeiro.

Já em 1921 começou a publicar artigos do Diário de Minas e, no ano seguinte, ganhou o prêmio do “Concurso Novela Mineira”, com o conto “Joaquim do Telhado”. Começa então a estudar Farmácia da Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte em 1923 e, dois anos depois, conclui o curso. Ainda em 1925, casa-se com Dolores Dutra Morais e funda “A Revista”, veículo do Modernismo Mineiro.

Em Itabira, começa a lecionar aulas de português e geografia, porém, não se adapta mais a vida interiorana. Volta então a Belo Horizonte, onde trabalhou como redator no Diário de Minas. Em 1928, publica, na Revista de Antropofagia de São Paulo, “No Meio do Caminho”, que causa escândalo e sofre críticas da imprensa. Ao escrever “tinha uma pedra” no lugar de “havia uma pedra”, Drummond tem seu poema classificado como não-poesia, e sim, uma provocação, que fica ainda maior, se levar-se em conta a repetição da frase polêmica no poema. Atualmente, esta é considerada uma das maiores poesias de Drummond e um marco para o Segundo Tempo do Modernismo no Brasil.

Em 1930 lança o que seria um de seus poem as mais conhecidos, “Poema de Sete Faces”, na obra “Alguma Poesia”. O livro ainda conta com “Cidadezinha qualquer”, “Quadrilha” e, mais uma vez, o polêmico “No meio do Caminho”. Ao mudar-se para o Rio de Janeiro, em 1934, começa a trabalhar com o então Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema.

Na década de 40 publica “Sentimento do Mundo”, “Confissões de Minas”, vira funcionário do Serviço Histórico e Artístico Nacional e, em 1946, é premiado pela Sociedade Felipe de Oliveira pelo conjunto de suas obras.

Em 1950 foi à Argentina acompanhar o nascimento de seu primeiro neto de sua única filha, Julieta e, no mesmo ano, estreou como ficcionista. Em 1962 e aposenta do serviço público mas continua a escrever. Em 1967, nos 40 anos o poema”No Meio do Caminho”, lançou a obra “Uma pedra no mio do Caminho – Biografia de um poema”, na qual reuniu um longo material sobre o texto.

Em 1987 escreveu “Elegia de Um Tucano Morto”, obra a qual viria ser sua última. Em 05 de agosto de 1987, falece Maria Julieta Drummond de Andrade e 12 dias após a morte de sua filha, Carlos Drummond de Andrade também vem a falecer.

 

Obras de Carlos Drummond em nosso acervo

– Farewell. Rio de Janeiro: Record, 1996.

– A paixão medida. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1980.

– Para gostar de ler: crônicas. 7. ed. São Paulo: Ática, 1979. v. 1.

– Para gostar de ler: crônicas. São Paulo: Ática, 1979. v. 5

– Reunião: 10 livros de poesia. 5. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973.

– A rosa do povo. São Paulo: Record, 19_ _?

– 100 poemas. Tradução: Manuel Graña Etcheverry. 2. reimpr. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.

– Sentimento do mundo. 12. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.

– Reunião: 10 livros de poesia. 5. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973.

– A rosa do povo. 39 ed. Rio de Janeiro, RJ: Record, 2008.

– Garcia Lorca, Federico. Dona Rosita, a solteira, ou, A Linguagem das Flores. Tradução de Carlos Drummond de Andrade. Rio de Janeiro: Agir, 1959.

– Proust, Marcel, 1871-1922. Em busca do tempo perdido. Tradução: Carlos Drummond de Andrade, Prefácio, notas, resumo e revisão técnica: Guilherme Ignácio da Silva, Pósfacio: Franklin Leopoldo e Silva. São Paulo: Globo, 2012. v. 6.

 

Obras sobre Carlos Drummond em nosso acervo

– Sant’anna, Affonso Romano de. Drummond, el poeta en el tiempo. Salamanca: Universidad de Salamanca, 2002.

– Andrade, Mário de, 1893-1945. A lição do amigo: cartas de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade, anotadas pelo destinatário. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1982.

– Bomeny, Helena. Guardiães da razão: modernistas mineiros. Rio de Janeiro: UFRJ, 1994.

– Williams, Frederick G. (edit.); Pachaì, Seìrgio. (edit.). Carlos Drummond de Andrade and his generation: proceedings of the colloquium held at the University of California, Santa Barbara, April 24 and 25, 1981.

– Bischof, Betina. Razão da recusa: um estudo da poesia de Carlos Drummond de Andrade. São Paulo: Nankin, 2005.

– Gledson, John, 1945-. Influências e impasses: Drummond e alguns contemporâneos. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

– Bandeira a vida inteira: fotobiografia de Manuel Bandeira; com 21 poemas de Carlos Drummond. Rio de Janeiro: Edições Alumbramento, 1998.

– Hamburger, Michael. A verdade da poesia: tensões na poesia modernista desde Baudelaire. São Paulo: Cosac & Naify, 2007.

– João Cabral de Melo Neto … [et al.]. E agora adeus: correspondência para Lêdo Ivo. Manuel Bandeira, Murilo Mendes, Mário de Andrade, Clarice Lispector, José Geraldo Vieira, Otto Maria Carpeaux, Ribeiro Couto, Erico Verissimo, Cassiano Ricerdo, Menotti Del Picchia, Jorge Amado, Jose Américo de Almeida, Lauro Escorel, Abgar Renault, Carlos Drummond de Andrade, Ivan Junqueira, Antonio Candido.. São Paulo: IMS, 2007.

– Correia, Marlene de Castro. Drummond: a magia lúcida. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2002.

– Talarico, Fernando Braga Franco. História e poesia em Drummond: a Rosa do Povo. São Paulo: FAPESP, 2011.

– Pilati, Alexandre. A nação Drummondiana: quatro estudos sobre a presença do Brasil na poesia de Carlos Drummond de Andrade. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2009.

 

Perfil da Semana: Milton Santos

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Biografia

Em 3 de maio de 1926, na cidade de Brotas de Macaúbas, Bahia, nasceu Milton Almeida dos Santos, considerado por muitos como o maior pensador da história da Geografia no Brasil e um dos maiores do mundo. Entre os vários temas sobre os quais escreveu, como globalização e epistemologia da Geografia, há um destaque para as obras relacionas a urbanização e terceiro mundo.

Durante sua juventude, participou da militância política de esquerda e formou-se em Direito. Deu aula no Colégio Municipal de Ilhéus, foi jornalista e escreveu o livro “Zona do Cacau”.
Em 1958 fez seu doutorado entre Alemanha e França, na Universidade de Strasburgo. Ao voltar ao Brasil, fundou o Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais, sem interromper seu trabalho jornalístico e político em Salvador. Durante sua presidência, Jânio Quadros o nomeou como subchefe do Gabinete Civil. Em 1960 viajou para Cuba em uma comitiva presidencial.

Sua participação no governo de Jânio lhe rendeu uma dura perseguição durante os anos da Ditadura Militar, época a qual cumpriu meio ano de prisão domiciliar e se exilou durante treze anos entre França, Canadá, EUA, Venezuela, Peru, Inglaterra e Tanzânia. Mesmo exilado, continuou realizou pesquisas em entidades de ensino superior e planejamento social ligado a ONU e a OIT. Ao voltar ao Brasil, em 1976, leciona na UFRJ, USP e Universidade Católica de Salvador.

Recebeu o Prêmio Vautrin Lud, o Nobel da Geografia, em 1994. Foi o primeiro geógrafo não anglo-saxônico a receber tal premio e o único brasileiro. Também conquistou o Prêmio Jabuti de melhor livro de Ciências Humanas, com a obra “A Natureza do Espaço”, em 1997.

Suas obras apresentavam uma posição crítica ao sistema capitalista e aos pressupostos teóricos predominantes na ciência geográfica de seu tempo. Ele propunha, influenciado pelo pensamento Marxista, a concretização de uma “Nova Geografia”, cuja base seria a crítica ao poder.

Milton Santos faleceu em 24 de junho de 2001, vítima de complicações proporcionadas por um câncer, aos 75 anos. Deixou uma vasta obra, com dezenas de livros e uma infinidade de textos, artigos e capítulos. Seu pensamento ainda é considerado atual e muitas das críticas dos movimentos antiglobalização fundamentam-se em suas ideias.

 

Obras em nosso acervo

– Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.

– Da totalidade ao lugar. São Paulo: EDUSP, 2005.

– Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 15. ed. Rio de Janeiro: Record, 2008.

– O espaço dividido: os dois circuitos da economia urbana dos países subdesenvolvidos. 2. ed. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo, 2004.

–  Economia espacial: críticas e alternativas. 2. ed. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo, 2007.

– Por uma geografia nova: da crítica da geografia a uma geografia crítica. 6. ed. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo, 2004. 

–  Pobreza urbana. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 1979.

– O trabalho do geógrafo no terceiro mundo. Tradução de: Sandra Lencioni. 2. ed. Sao Paulo: Hucitec, 1986.

– O espaço do cidadão. 7.ed. São Paulo: EDUSP, 2007.

– A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed., 5. reimpr. São Paulo: EDUSP, 2009.

–  Território e sociedade: entrevista com Milton Santos. 2.ed. São Paulo: Ed. Fundação Perseu Abramo, 2000.

–  Pensando o espaço do homem. [5. ed., 2. reimpr.]. São Paulo: EDUSP, 2009.

–   O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 16 ed. Rio de Janeiro: Record, 2012.

FONTE: http://miltonsantos.com.br/site/biografia/
              http://www.brasilescola.com/geografia/milton-santos.htm

Perfil da Semana: Paulo Freire

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Biografia005
Em 19 de setembro de 1921, em Recife, Pernambuco, nasceu um dos maiores pedagogos brasileiros de toda a história. Ele tem como origem uma família de classe média, porém, sentiu o drama da pobreza na crise de 29. Desde cedo, experimentou a dificuldade de sobrevivência das classes consideradas mais baixas. Trabalhou no SESI e no Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife. Mais do que um professor de escola, Paulo Reglus Neves Freire fez seu papel de educador com excelência, desenvolvendo também métodos didáticos.
Ainda jovem, despertou em si um grande interesse pela língua portuguesa, e aos 22 anos começou a estudar Direito na Faculdade de Direito do Recife. Durante o tempo da graduação, casou-se com a professora Elza Maia Costa Oliveira, com quem teve 5 filhos. Pouco depois, começou a lecionar no Colégio Oswaldo Cruz, em sua cidade natal.
Quando foi contratado pelo SESI para dirigir o departamento de educação, em 1947, entrou em contato com a alfabetização de adultos, o que influenciaria em toda sua história. Ao ano de 1958, participou de um congresso educacional no Rio de Janeiro, onde expôs um trabalho importante sobre educação e princípios de alfabetização.
Em 1963 teve uma experiência de alfabetização em Angicos, Rio Grande do Norte, onde Freire alfabetizou 300 cortadores de cana em 40 horas. Para ensinar, ele utilizava-se do vocabulário dos próprios aprendizes. Porém, mais do que ler e escrever, Paulo Freire ensinava as pessoas a terem consciência de sua realidade. Por exemplo, a palavra “tijolo” fazia parte do dia a dia daquela pessoas. Então, Freire as ensinava a escrever “tijolo” e, depois, as questionava: “Você trabalha com construção de casa, mas não tem a sua? Por quê não tem?” Assim, ele ajudava as pessoas a conquistarem autonomia e poder suficiente para inserirem-se de forma atuante e crítica na vida social e política.
Seu trabalho chamou atenção e, 1964, foi convidado pelo então presidente João Goulart para coordenar o Programa Nacional de Alfabetização. Porém, com o golpe militar, o método de Paulo Freire foi considerado uma ameaça à ordem pelos militares. Ele foi então exilado. Durante o exílio, morou no Chile e na Suíça, mas nunca parou de produzir conhecimento na área educacional. Em 1969, lançou sua principal obra: Pedagogia do Oprimido. Nela, Freire detalha seu método de alfabetização para adultos. Após a lei da Anistia, retorna ao Brasil, em 1979.
Em São Paulo, exerceu o cargo de secretário municipal da Educação, durante a prefeitura de Luiza Erundina. Em seguida, acessorou projetos culturais na América Latina e África. Ao dia 2 de mais de 1997, sofreu um infarto, em São Paulo, e acabou falecendo.
Obras

– Pedagogia da indignação. São Paulo: UNESP, 2000.

– A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 1961.

– Conscientização e alfabetização: uma nova visão do processo. Estudos Universitários – Revista de Cultura da Universidade do Recife. Número 4, 1963: 5-22.

– Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967.*

– Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1970.*

– Educação e mudança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1979.

– A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1982.*

– A educação na cidade. São Paulo: Cortez Editora, 1991.*

– Pedagogia da esperança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1992.*

– Política e educação. São Paulo: Cortez Editora, 1993.

– Cartas a Cristina. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1974.

– À sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho d’Água, 1995.*

– Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997.*

– Mudar é difícil, mas é possível (Palestra proferida no SESI de Pernambuco). Recife: CNI/SESI, 1997-b.

– Pedagogia do Compromisso: América Latina e educação popular.

– Cartas à Guiné-Bissau: registros de uma experiência em processo. 1977.

– Pedagogia dos sonhos possíveis. 2001.

– O céu das crianças: dez histórias de meninos e estrelas.

– Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1977.*

– Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.*

– Pedagogia: diálogo e conflito. 1986.

– Disciplina na Escola: Autoridade Versus Autoritarismo. 1989.

– Alfabetização: Leitura do mundo, leitura da palavra. 1990.

– A África ensinando a gente: Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe. 2003.

– Extensão ou comunicação?   1980.

– Conscientização: teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. 1980.

– Professora sim, tia não: cartas a quem ousa tentar. 1993.

– Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez Editora, 2001.

– Vivendo e aprendendo: experiências do IDAC em Educação Popular. São Paulo: Brasiliense, 1982.*

– Uma educação para a liberdade. Porto: Dinalivro, 1984. *

* As obras assim marcadas estão disponíveis em nosso acervo.

Fontes
http://www.suapesquisa.com/paulofreire/
http://www.educacaonaescola.com.br/paulo-freire/

Consulta local de livre acesso ao público em geral

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