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Os Livros mais emprestados em 2014

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 Livros Empréstimos
Freyre, Gilberto. Casa-grande & senzala. SP: Global, 2006. 144
Platão, 428-348 a.C. A República. M. Fontes, 2006. 138
Koselleck, Reinhart; Castelo-Branco, Luciana Villas-Boas (trad.). Crítica e crise.  Rio de Janeiro: EDUERJ, 1999. 125
Freitas, Marcos Cezar de (org.). História social da infância no Brasil. SP: Cortez, 2006. 120
Montesquieu, Charles de Secondat. O espírito das leis. .SP: M. Fontes, 2005. 113
Benjamin, Walter, 1892-1940. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1985. v. 1. 110
Mortari, Cezar A. Introduçäo à lógica. Säo Paulo: Editora UNESP, 2001. 109
Marcuschi, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. v. 2. 108
Chartier, Roger. Origens culturais da Revolução Francesa. SP: UNESP, 2009. 99
10º Antunes, Irandé. Lutar com palavras. São Paulo: Parábola, 2009. 97
11º Benjamin, Walter, 1892-1940. Charles Baudelaire, um lírico no auge do capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 1994. v. 3. 96
12º Montaigne, Michel de, 1533-1592. Os ensaios: livro I. 2. ed. Martins Fontes, 2002. 85
13º Agostinho, Santo, Bispo de Hipona. Solilóquios; A vida feliz. Paulus, 2007. v. 11. 82
14º Jones, Peter V; Sidwell, Keith C. Aprendendo latim. São Paulo: Odysseus, 2012. 79
15º Rousseau, Jean-Jacques. Emílio, ou, Da educação. Martins Fontes, 2004. 74
16º Karnal, Leandro…[et al.]. História dos Estados Unidos.Contexto, 2007. 74
17º Ferreira, J.; Delgado, L. de A.N.(org.).O Brasil republicano. Civ.Bras., 2007. v. 2 73
18º Bergson, Henri. O pensamento e o movente. M. Fontes, 2006. 73
19º Monteiro, John Manuel. Negros da terra. SP: Companhia das Letras, c1994. 72
20º Saussure, Ferdinand de. Curso de lingüística geral. 27.ed. São Paulo: Cultrix, 2006. 69
21º Auerbach, Erich. Mimesis. São Paulo: Perspectiva, 2004. v. 2. 68
22º Arendt, Hannah. Entre o passado e o futuro.  São Paulo: Perspectiva, 2007. 67
23º Todorov, Tzvetan. A conquista da América. M. Fontes, 2003. 66
24º Platão. A República de Platão. São Paulo: Perspectiva, 2006. 66
25º Hegel, Georg Wilhelm Friedrich. Fenomenologia do espírito. Vozes, 2008. 66
26º Kuhn, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. SP: Perspectiva, 2009. 65
27º Levi, Primo. É isto um homem?.Rio de Janeiro: Rocco, 1988. 65
28º França, Eduardo D’Oliveira.Portugal na época da Restauração.  Hucitec, 1997. 65
29º Marx, Karl; Engels, Friedrich. A Ideologia Alemã. SP: Martins Fontes, 2007. 64
30º Hobsbawm, Eric.Era dos extremos: o breve século XX 1914-1991. Cia das Letras, 2007 64
31º Rojo, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social.  Parábola, 2009. 64
32º Mussalim, F.; Bentes, Anna C. (orgs.). Introdução à lingüística. Cortez, 2008. v.1. 63
33º Hobbes, Thomas. Leviatã. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 61
34º Platão. A república. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2012. 58
35º Freud, Sigmund, 1856-1939. Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Imago, 2006. v. 21. 58
36º Foucault, Michel. Vigiar e punir. 33. ed. Petrópolis: Vozes, 2007. 58
37º Hobsbawm, E. J. Nações e nacionalismo desde 1780. Paz e Terra, 2004. 57
38º Geary, Patrick J. O mito das nações. SP: Conrad, 2005. 57
39º Fiorin, José Luiz. Introdução ao pensamento de Bakhtin. Ática, 2006. 56
40º Lahire, Bernard. Sucesso escolar nos meios populares. Ática, 2004. 56
41º Durkheim, Émile. As formas elementares de vida religiosa. M. Fontes, 2003. 55
42º Bakhtin, Mikhail M., 1895-1975. Estética da criação verbal. M. Fontes, 2003. 55
43º Ferreira, Jorge; Delgado, Lucilia de Almeida Neves (org.). O Brasil republicano. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007. v. 4. 55
44º Durkheim, Émile, 1858-1917. O suicídio. SP: Martins Fontes, 2004. 55
45º Ferreira, Marieta de Moraes; Amado, Janaína (org.). Usos e abusos da história oral. 8. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010. 55
46º Choay, Françoise. A alegoria do patrimônio. Estação Liberdade: UNESP, 2006. 54
47º Elias, Norbert. A sociedade de corte. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. 54
48º Kant, Immanuel, 1724-1804. Crítica da razão pura. Vozes: Univ. S. Francisco, 2012. 53
49º Cardoso, Ciro Flamarion (org.); Vainfas, Ronaldo (org.). Domínios da história. Rio de Janeiro: Elsevier, 1997. 53
50º Foucault, Michel. Estética: literatura e pintura, música e cinema. Forense Universitária, 2006. v. 3. 53
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Novas aquisições: “A Literatura em Perigo”, de Tzvetan Todorov

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a literatura em perigo - tzvetan todorov

Literatura não é teoria, é paixão.”
Tzvetan Todorov

O destaque das Novas Aquisições desta semana vai para A literatura em perigo, do filósofo, linguista, historiador e ensaísta Tzvetan Todorov. A edição brasileira, feita pela Difel, selo editorial da Bertrand Brasil, conta com tradução e apresentação de Caio Meira, além de um breve texto de Jorge Coli, professor de História da Arte e de História da Cultura na Unicamp.

A Biblioteca EFLCH possui 6 exemplares disponíveis para empréstimo:

Todorov, Tzvetan. A literatura em perigo. Tradução: Caio Meira. 3.ed. São Paulo: Difel, 2010.
Localização: 801 / T686L / 5.ed. / 2014

 

Tzvetan Todorov
Tzvetan Todorov

O escritor búlgaro nasceu na cidade de Sófia, na Bulgária, estudou Letras na Universidade de Sófia e foi aluno de estudiosos como Gérard Genette e Roland Barthes. Publicou diversas obras, entre as mais conhecidas: Introdução à literatura fantástica (1970), A conquista da América (1982) e Memória do mal, tentação do bem (2000). Foi professor nas universidades de Harvard, Yale, Columbia e atualmente é diretor de pesquisas honorário no Centro Nacional para a Pesquisa Científica (CNRS) na França, país onde vive desde 1963. Apesar de ter seu nome vinculado ao Estruturalismo, A literatura em perigo distancia-se desse pensamento.

 

Na recente obra, Todorov trata sobre diferentes aspectos da literatura ao mesmo tempo em que retrata experiências autobiográficas (como a sua formação de leitor durante a infância). Numa abordagem histórica, discorre sobre a literatura desde a renascença até os dias de hoje, criando um espaço para a discussão do ensino e o lugar secundário no qual a literatura se encontra atualmente. Para Todorov, o perigo não está nas atuais composições literárias, mas na forma como a literatura é ensinada, muitas vezes de forma disciplinar, partindo do estudo técnico para depois chegar à obra, situação que distancia os jovens alunos do texto literário.

O amor pelos livros e o prazer na literatura são notáveis em A literatura em perigo. Tzvetan Todorov consegue mostrar o poder encantador da literatura e sua capacidade enriquecedora de ensinar sobre a existência humana.

Confira uma entrevista com o autor:
http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/entrevista-tzvetan-todorov-532731.shtml

 

Leituras relacionadas
– Disponíveis em nosso acervo

Ducrot, Oswald; Todorov, Tzvetan. Dicionário enciclopédico das ciências da linguagem. [Dictionnaire encyclopédique des sciences du langage]. São Paulo: Perspectiva, 1988.
Localização: R403 / D843d / 1988

 

Todorov, Tzvetan. A conquista da América: a questão do outro. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003
Localização: 970 / T639c / 3. ed. / 2003

 

Todorov, Tzvetan. Introdução à literatura fantástica. Tradução: Maria Clara Correa Castello. 3. ed., 2. reimp. São Paulo: Perspectiva, 2008. v. 98.
Localização: 086.9 / D286 / 3. ed., 2. reimp. / v. 98 / 2008

 

Todorov, Tzvetan. O espírito das luzes. Tradução: Mônica Cristina Corrêa. São Paulo: Barcarolla, 2008.
Localização: 190 / T639e / 2008

 

Todorov, Tzvetan. O jardim imperfeito: o pensamento humanista na França. [Le jardin imparfait : la pensée humaniste en France]. São Paulo: Edusp, 2005.
Localização: 144.09 / T639j / 2005

 

Todorov, Tzvetan. Poética da prosa. Tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
Localização: 808.3 / T639p / 2003

 

Post: Gabriel Alves de Ornelas Oliveira

Perfil da Semana: Antônio Carneiro Leão

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Biografia

Segundo ocupante da Cadeira 14, eleito em 30 de novembro de 1944, na sucessão de Clóvis Beviláqua e recebido pelo Acadêmico Barbosa Lima Sobrinho em 1º de setembro de 1945.

Antônio Carneiro Leão, educador e ensaísta, nasceu em Recife, PE, em 2 de julho de 1887, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 31 de outubro de 1966.

Foram seus pais Antônio Carlos Carneiro Leão e Elvira Cavalcanti de Arruda Câmara Carneiro Leão. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife em 1911. Iniciou uma longa carreira no magistério universitário como professor de Filosofia de 1911 a 1914. Transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu na área da educação, como professor e administrador. Foi diretor geral da Instrução Pública no Rio de Janeiro (1922 a 1926); fundador da Escola Portugal, em setembro de 1924, e das 20 escolas com os nomes das 20 repúblicas americanas, entre 1923 e 1926, no Rio de Janeiro. Autor da Reforma da Educação no Estado de Pernambuco em 1928; foi Secretário de Estado do Interior, Justiça e Educação do Estado de Pernambuco (1929-1930); diretor do Instituto de Pesquisas Educacionais da Prefeitura do Distrito Federal na administração Anísio Teixeira (1934); criador e diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Pedagógicas da Universidade do Brasil.

No magistério universitário, foi professor de Administração Escolar e Educação Comparada na Faculdade Nacional de Filosofia; professor de Administração da Escola do Instituto de Educação do Distrito Federal; professor visitante e conferencista em universidades dos Estados Unidos, França, Uruguai e Argentina e professor emérito da Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil.

Na imprensa, foi colaborador de jornais de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo; fundador e diretor de O Economista, de 1920 a 1927; redator de Autores e Livros, suplemento literário de A Manhã e colaborador de revista especializadas em educação e sociologia.

Membro correspondente do Institut de France e doutor honoris causa pela Universidade Autônoma do México; membro honoris causa de universidades argentinas e de várias instituições latino-americanas; oficial da Legião de Honra da França e da Ordem do Leão Branco da Tchecoslováquia, era membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, do Instituto de França, da Real Academia Espanhola, da Academia das Ciências de Lisboa e de inúmeras outras associações acadêmicas internacionais.

 

FONTE: Academia Brasileira de Letras

 

Perfil da Semana: Machado de Assis

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Joaquim Maria Machado de Assis nasceu pobre e epilético. Era filho de Francisco José Machado de Assis e de Leopoldina Machado de Assis, neto de escravos alforriados. Foi criado no morro do Livramento, no Rio de Janeiro. Ajudava a família como podia, não tendo frequentado regularmente a escola.

Sua instrução veio por conta própria, devido ao interesse que tinha em todos os tipos de leitura. Graças a seu talento e a uma enorme força de vontade, superou todas essas dificuldades e tornou-se em um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos.

Entre os seis e os 14 anos, Machado perdeu sua única irmã, a mãe e o pai. Aos 16 anos empregou-se como aprendiz numa tipografia e publicou os primeiros versos no jornal “A Marmota”. Em 1860, foi convidado por Quintino Bocaiúva para colaborar no “Diário do Rio de Janeiro”. Datam dessa década quase todas as suas comédias teatrais e o livro de poemas “Crisálidas”.

Em 12 de novembro de 1869 casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais. Esse casamento ocorreu contra a vontade da família da moça, uma vez que Machado tinha mais problemas do que fama. Essa união durou cerca de 35 anos e o casal não teve filhos. Carolina contribuiu para o amadurecimento intelectual de Machado, revelando-lhe os clássicos portugueses e vários autores de língua inglesa.

Na década de 1870, Machado publicou os poemas “Falenas” e “Americanas”; além dos “Contos Fluminenses” e “Histórias da meia-noite”. O público e a crítica consagraram seus méritos de escritor. Publicou os romances: “Ressurreição” (1872); “A Mão e a Luva” (1874); “Helena” (1876); “Iaiá Garcia” (1878). Essas obras ainda estão ligadas à literatura romântica e formam a chamada primeira fase de Machado de Assis.

Em 1873, o escritor foi nomeado primeiro oficial da secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras públicas. A sua carreira burocrática teve uma ascensão muito rápida, uma vez que, em 1892, já era diretor geral do Ministério da Viação. O emprego público garantiu a estabilidade financeira, uma vez que viver de literatura naquela época era quase impossível, mesmo para os bons escritores.

Na década de 1880, a obra de Machado de Assis sofreu uma verdadeira revolução, em termos de estilo e de conteúdo, inaugurando o Realismo na literatura brasileira. Os romances “Memórias póstumas de Brás Cubas” (1881); “Quincas Borba” (1891); “Dom Casmurro” (1899) e os contos “Papéis avulsos” (1882); “Histórias sem data” (1884), “Várias histórias” (1896) e “Páginas recolhidas” (1899), entre outros, revelam o autor em sua plenitude. O espírito crítico, a grande ironia, o pessimismo e uma profunda reflexão sobre a sociedade brasileira são as suas marcas mais características.

Em 1897, Machado fundou a Academia Brasileira de Letras, da qual foi o primeiro presidente, pelo que a instituição também conhecida como casa de Machado de Assis. Ocupou a Cadeira N.º 23, de cujo patrono, José de Alencar, foi amigo e admirador.

Em 1904, a morte de sua mulher foi um duro golpe para o escritor. Depois disso, raramente ele saía de casa e sua saúde foi piorando por causa da epilepsia. Os problemas nervosos e uma gagueira contribuíram ainda mais para o seu isolamento. São dessa época seus últimos romances “Esaú e Jacó” (1904) e “Memorial de Aires” (1908), que fecham o ciclo realista iniciado com “Brás Cubas”

Machado de Assis morreu em sua casa situada na rua Cosme Velho. Foi decretado luto oficial no Rio de Janeiro e seu enterro, acompanhado por uma multidão, atesta a fama alcançada pelo autor.

O fato de ter escrito em português, uma língua de poucos leitores, tornou difícil o reconhecimento internacional do autor. A partir do final do século 20, porém, suas obras têm sido traduzidas para o inglês, o francês, o espanhol e o alemão, despertando interesse mundial. De fato, trata-se de um dos grandes nomes do Realismo, que pode se colocar lado a lado ao francês Flaubert ou ao russo Dostoievski, apenas para citar dois dos maiores autores do mesmo período na literatura universal.

Perfil da Semana: Cecília Meireles

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Cecília Meireles é uma das grandes escritoras da literatura brasileira. Seus poemas encantam os leitores de todas as idades. Nasceu no dia 7 de novembro de 1901, na cidade do Rio de Janeiro e seu nome completo era Cecília Benevides de Carvalho Meireles.

Sua infância foi marcada pela dor e solidão, pois perdeu a mãe com apenas três anos de idade e o pai não chegou a conhecer (morreu antes de seu nascimento). Foi criada pela avó Dona Jacinta. Por volta dos nove anos de idade, Cecília começou a escrever suas primeiras poesias.  

Formou-se professora (cursou a Escola Normal) e com apenas 18 anos de idade, no ano de 1919, publicou seu primeiro livro “Espectro” (vários poemas de caráter simbolista). Embora fosse o auge do Modernismo, a jovem poetisa foi fortemente influenciada pelo movimento literário simbolista. 

No ano de 1922, Cecília casou-se com o pintor Fernando Correia Dias. Com ele, a escritora teve três filhas.  

Sua formação como professora e interesse pela educação levou-a a fundar a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro no ano de 1934. Escreveu várias obras na área de literatura infantil como, por exemplo, “O cavalinho branco”, “Colar de Carolina”, “Sonhos de menina”, “O menino azul”, entre outros. Estes poemas infantis são marcados pela musicalidade (uma das principais características de sua poesia). 

O marido suicidou-se em 1936, após vários anos de sofrimento por depressão. O novo casamento de Cecília aconteceu somente em 1940, quando conheceu o engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira.  

No ano de 1939, Cecília publicou o livro Viagem. A beleza das poesias trouxe-lhe um grande reconhecimento dos leitores e também dos acadêmicos da área de literatura. Com este livro, ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras. 

Cecília faleceu em sua cidade natal no dia 9 de novembro de 1964.

 

Obras da autora em nosso acervo:

– Romanceiro da inconfidencia. São Paulo: Edusp, 2004. 251 p.
– Para gostar de ler: poesias. 4. ed. São Paulo: Atica, 1997. v. 6. 62 p. 
– Cecília MeirelesSão Paulo: Abril Cultural, 1982. 112 p. 
– Olhinhos de gato. São Paulo: Moderna, 2980. 131 p.
– Traço de poeta. São Paulo: Global, 2008. 79 p.
– Pé de poesia. Ferreira Gullar, Mario Quintana, Cora Coralina, Olavo Bilac, Henriqueta Lisboa, Manuel Bandeira, Sidónio Muralha; ilustrações Lúcia Hiratsuka… [et al.]. São Paulo: Global, 2006. 64 p.
– Caminho da poesia. Manuel Bandeira, Henriqueta Lisboa, Mario Quintana, Marina Colasanti, Olavo Bilac, Paulo Leminski, Antonieta Dias de Moraes, Ferreira Gular, Cora Coralina, Guilherme de Almeida, Sidónio Muralha; Ilustrações Lúcia Hiratsuka… [et al.]. São Paulo: Global, 2006. 63 p.
– Três Marias de CecíliaOrganização, apresentação e notas de Marcos Antonio de Moraes. São Paulo: Moderna, 2006. 158 p.
– Janela mágica. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2003. 72 p.
– Crônicas de educação 4. Planejamento editorial: Leodegário A. de Azevedo Filho. 3. impr. Rio de Janeiro: Nova Fronteira: Fundação Biblioteca Nacional, 2001. 322 p.
– Crônicas de educação 2: (Obra em prosa). Apresentação e planejamento editorial: Leodegário A. de Azevedo Filho. Rio de Janeiro: Nova Fronteira: Fundação Biblioteca Nacional, 2001. 322 p.

Perfil da Semana: Dante Alighieri

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Filho de importante família florentina, não se sabe a data exata de nascimento de Dante Alighieri, o poeta que definiu e estruturou o idioma italiano moderno. A península Itálica na sua época era um mosaico de pequenos Estados que não compartilhavam sequer a mesma língua ou cultura.

Aos nove anos de idade Dante conheceu Beatrice (Beatriz) Portinari, que seria a musa inspiradora ao longo de sua obra: com 16 anos ele voltou a encontrá-la e escreveu para ela o primeiro de seus famosos sonetos de amor. Dois anos depois, casou-se com Gemma, com quem teve três filhos. O casamento estava combinado entre as famílias desde a infância dos noivos.

O amor por Beatriz deu a partida na moda do amor romântico em italiano. A morte da amada, em 1290, levou Dante ao estudo de filosofia latina e religiosa, conhecimentos que inspiraram sua principal obra.

A “Divina Comédia” conta uma viagem imaginária de Dante. O poeta romano Virgílio, seu autor clássico preferido, é o guia no caminho pelo Inferno e Purgatório, onde se encontram personalidades históricas e muitos poderosos da época. No Paraíso, Dante é levado por sua amada Beatriz, a um final feliz.

O sentido original da palavra comédia (commedia, em italiano) era oposto ao de tragédia, que terminava mal para os personagens. O poema tem estrutura épica, base filosófica, e foi escrito na língua toscana, muito próxima do italiano atual. No final do século 13, Dante Alighieri afirmava que essa língua chamada de vulgar, isto é, o vernáculo, era ainda mais nobre que o latim, pois não era artificial e nem privilégio de poucos.

A decisão de Dante de escrever seu grande poema em italiano, a língua falada pelo povo – e a inovação, no século seguinte, da imprensa de tipos móveis, foram marcos na alfabetização e na liberalização da sociedade européia.

O poeta foi médico-farmacêutico, mas não estava interessado na profissão. Entrou na guilda (corporação de ofício) dos boticários por causa de uma lei de 1295, que reservava os cargos públicos a nobres membros de alguma Corporação de Artes e Ofícios.

Dante combateu ao lado dos cavaleiros florentinos, em 1289, contra os de Arezzo. De 1295 a 1300, fez parte do Conselho dos Cem, que governava a cidade. Ele chefiou uma delegação de embaixadores de Florença a Roma, para negociar a paz com o papa Bonifácio 8º., que enviara uma tropa para pacificar a região da toscana. Exceto Dante, a comitiva retornou à cidade. Enquanto ele estava retido pelo papa, a cidade foi ocupada por uma facção rival, que matou a maioria dos membros do partido ao qual o poeta era ligado.

Dante foi condenado ao exílio pelo novo governo de Florença. Se fosse capturado por soldados da cidade seria queimado vivo. Após passar por vários principados, em 1318, ele foi convidado para ser hóspede de Guido Novello da Polenta, príncipe de Ravena, onde morreu em 1321, o mesmo ano em que terminou de escrever os versos do Paraíso, a parte final de sua “Divina Comédia”.